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Erosão Dentária: O Que É e Como Proteger o Seu Sorriso

Muitas vezes, pacientes chegam ao consultório queixando-se de dor ou desconforto nos dentes, mas sem apresentar nenhuma cárie, trinca, rachadura ou problema em próteses antigas. O diagnóstico, em muitos desses casos, é uma condição chamada erosão dentária.
O cirurgião-dentista Dr. Eurides Eduardo Gurkewicz explica em detalhes o que é esse problema cada vez mais comum, como identificá-lo e quais são as soluções clínicas disponíveis para devolver a saúde do seu sorriso.
O Que é a Erosão Dentária?
A erosão dentária é, basicamente, a destruição do esmalte do dente. Diferente das cáries, que são causadas por bactérias, esse desgaste é causado por um pH muito ácido na saliva que ataca e corrói a estrutura externa e protetora dos dentes.
Principais Causas do Problema
Existem dois fatores principais que levam a saliva a ficar com um pH tão ácido a ponto de causar danos severos:
1. Alimentação Ácida: O consumo excessivo de alimentos ácidos, especialmente frutas cítricas, faz com que os ácidos naturais dessas frutas ataquem diretamente o esmalte dentário.
2. Problemas Gástricos e Vômitos: Pessoas que sofrem com refluxo ou vômitos frequentes trazem o ácido gástrico do estômago direto para a boca. Esse ácido, que é normal no estômago, faz um estrago imenso e uma destruição muito grande na cavidade bucal. Isso inclui tanto problemas médicos quanto casos de transtornos onde a pessoa provoca o vômito na tentativa de não engordar.
Sintomas: Fique Atento Aos Sinais
O principal sintoma relatado pelos pacientes é a sensibilidade nos dentes. Essa condição não tem idade e pode afetar crianças, adolescentes e adultos jovens.
A dor ou choque de sensibilidade costuma aumentar significativamente quando a pessoa consome:
• Frutas cítricas
• Língidos gelados
• Substâncias muito doces
Como é Feito o Tratamento?
Felizmente, a erosão tem tratamento, mas exige que o profissional esteja bem preparado para oferecer uma solução completa e multidisciplinar. O tratamento é dividido em etapas fundamentais:
• Recuperação Odontológica: O dentista tem a obrigação de recuperar a estrutura perdida do dente e tirar o desconforto da sensibilidade. Dependendo do grau da destruição, isso pode ser feito através de restaurações ou facetas de resina. Em casos mais graves, onde é preciso reconstituir o dente inteiro, utiliza-se uma coroa de porcelana.
• Mudança de Hábitos: É fundamental que o paciente receba uma programação e orientação para evitar o consumo de frutas cítricas, ajudando a diminuir o pH ácido da boca.
• Encaminhamento Médico: Se a causa for sistêmica (como refluxo ou episódios de vômito induzido), o dentista cuida da recuperação bucal, mas o paciente deve ser encaminhado à medicina para tratar o problema causador com um médico.
Desde que haja colaboração do paciente na mudança de hábitos alimentares ou no tratamento do refluxo com o médico, o resultado clínico é excelente. O tratamento devolve o conforto mastigatório e respiratório, garantindo uma solução muito boa e duradoura para a sua qualidade de vida.

O Perigo Oculto no Chimarrão: A Relação com o Câncer de Boca e de Esôfago

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O Perigo Oculto no Chimarrão: A Relação com o Câncer de Boca e de Esôfago
O consumo da erva mate, através do tradicional chimarrão, é um hábito que envolve um índice alto de pessoas e é muito consumido nos três estados do sul do Brasil. No entanto, é fundamental estar alerta aos riscos que acompanham essa tradição quando praticada de forma inadequada. O Dr. Eurides Gurkewicz, cirurgião-dentista especialista em periodontia, traz orientações importantes sobre como esse consumo pode levar ao câncer bucal e de esôfago.
A Erva Mate é a Culpada?
É muito importante esclarecer que a erva mate em si não é cancerígena. O grande problema para a saúde é a temperatura em que o líquido é consumido.
Já existem estudos científicos, baseados na associação mundial de saúde, demonstrando que a água quando consumida em uma temperatura acima de 65 graus pode causar lesões nas células dentro da boca.
Sinais de Alerta: Como Identificar as Lesões
Muitas pessoas não sabem como perceber se estão sofrendo lesões devido à alta temperatura da água. O paciente deve ficar atento aos seguintes sinais e sintomas iniciais que podem indicar o surgimento de um câncer bucal:
• Alteração na cor da gengiva: O tecido gengival pode começar a ficar mais esbranquiçado ou apresentar uma coloração mais avermelhada.
• Dor ou incômodo: A pessoa normalmente começa a sentir sensibilidade ao deglutir (engolir).
A Combinação Perigosa: Chimarrão, Tabaco e Álcool
O risco à saúde sofre um agravamento drástico quando os hábitos se misturam. Quando o consumo do chimarrão (água acima de 65 graus) é associado ao tabagismo e ao alcoolismo, o índice de câncer de boca e de esôfago aumenta de uma maneira muito significativa. A combinação desses três hábitos é extremamente nociva para a saúde da pessoa e pode ser um gatilho para o desenvolvimento do câncer bucal ou no esôfago.
O Papel do Dentista no Diagnóstico Precoce
A pessoa tem que ficar atenta e, quando começa a ter esses sinais e sintomas, deve procurar inicialmente um cirurgião-dentista especialista em doenças bucais, que é o periodontista. O objetivo dessa consulta inicial é para ele fazer um diagnóstico correto da lesão.
É vital compreender que o câncer em si não é tratado pelo dentista. O dentista tem a responsabilidade de diagnosticar e encaminhar o paciente para o tratamento médico especializado em qualquer tipo de câncer.
Como as pessoas com essas lesões inicialmente passam pelos consultórios odontológicos, é muito importante o cirurgião-dentista ter esse conhecimento. Quando o dentista consegue identificar o problema em um estágio bem precoce, isso vai facilitar inclusive a própria cura desse câncer bucal ou de esôfago.

Entendendo o Mau Hálito: Principais Fatores Causadores da Halitose

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Entendendo o Mau Hálito: Principais Fatores Causadores da Halitose
O mau hálito, tecnicamente conhecido como halitose, é uma condição extremamente comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora muitas vezes seja visto apenas como um problema social ou embaraçoso, o Dr. Eurides enfatiza que a halitose é um sinal de alerta do corpo, indicando que algo precisa de atenção na sua saúde, especialmente na bucal.
Contrário à crença popular, a grande maioria dos casos de mau hálito tem origem na própria boca, e não no estômago. Entender os fatores causadores é o primeiro passo para o tratamento eficaz.
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As Origens Bucais da Halitose (A Maioria dos Casos)
Cerca de 90% dos casos de mau hálito persistente são causados por fatores dentro da cavidade oral. O principal mecanismo é a decomposição de resíduos alimentares e bactérias por microrganismos na boca, que liberam compostos sulfurados voláteis (CSV) — substâncias que têm um odor desagradável.
1. Higiene Bucal Inadequada
Este é o fator mais frequente. Quando a escovação e o uso do fio dental não são realizados corretamente ou com a frequência necessária, partículas de alimentos ficam presas entre os dentes, na linha da gengiva e na língua. As bactérias bucais se alimentam desses resíduos, multiplicam-se e liberam os gases odoríferos.
Destaque para a Língua (Saburra Lingual): A superfície da língua, especialmente na parte posterior, é um dos locais mais comuns para o acúmulo de bactérias e resíduos, formando uma camada esbranquiçada ou amarelada conhecida como saburra lingual, uma fonte potente de mau hálito.

2. Doenças da Gengiva (Gengivite e Periodontite)
A inflamação e a infecção nas gengivas são causas significativas de halitose crônica.
• Gengivite: A inflamação inicial da gengiva, causada pela placa bacteriana, pode gerar mau odor.
• Periodontite: Esta é uma forma mais grave da doença, onde a infecção atinge o osso que suporta os dentes, criando “bolsas” profundas onde as bactérias se acumulam e são difíceis de remover, resultando em um hálito forte e persistente. Tratar a periodontite é essencial não apenas para o hálito, mas para salvar os dentes.

3. Boca Seca (Xerostomia)
A saliva desempenha um papel crucial na “limpeza” natural da boca, ajudando a remover partículas de alimentos e neutralizar ácidos produzidos por bactérias. Quando a produção de saliva diminui (devido a medicamentos, certas doenças, respiração bucal ou desidratação), as bactérias se proliferam, levando ao mau hálito. O “hálito matinal” é um exemplo temporário disso, pois a produção de saliva diminui durante o sono.
4. Outros Problemas Odontológicos
Cáries não tratadas, próteses dentárias mal ajustadas ou fissuras nos dentes onde alimentos e bactérias podem se acumular também podem ser fontes de mau cheiro.

Fatores Externos e Hábitos
5. Alimentação e Hábitos
Certos alimentos, como alho, cebola e especiarias fortes, contêm óleos odoríferos que, após a digestão, entram na corrente sanguínea, são levados aos pulmões e liberados através da respiração. Esse tipo de mau hálito é temporário. O consumo de tabaco e álcool também altera o hálito de forma significativa e contribui para a boca seca e doenças da gengiva.

Fatores Extra bucais (Menos Comuns)
Em uma minoria de casos (cerca de 10%), a halitose pode ter origem fora da boca e pode ser um sintoma de condições médicas subjacentes:
6. Condições Médicas Sistêmicas
• Infecções Respiratórias: Infecções na garganta (amigdalite, sinusite) podem causar mau hálito devido ao acúmulo de muco e bactérias.
• Problemas Digestivos: Embora raro, o refluxo gastroesofágico ou problemas estomacais específicos podem influenciar o hálito.
• Doenças Metabólicas: Condições como diabetes não controlada, insuficiência renal ou hepática podem alterar o odor do hálito de formas características (hálito cetônico no diabetes, por exemplo).

Não Conviva com o Mau Hálito
O mau hálito não deve ser ignorado ou mascarado apenas com balas ou enxaguantes bucais, que oferecem apenas alívio temporário. É fundamental identificar e tratar a causa raiz.
O Dr. Eurides está à disposição para realizar uma avaliação completa da sua saúde bucal, diagnosticar a origem da halitose e propor um plano de tratamento personalizado, seja através da melhoria das técnicas de higiene, tratamento periodontal ou outros procedimentos necessários.
Recupere sua confiança e garanta sua saúde bucal. Agende sua consulta com o Dr. Eurides hoje mesmo!

Sangramento Gengival: Um Sinal de Alerta para a Sua Saúde Bucal

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Sangramento Gengival: Um Sinal de Alerta para a Sua Saúde Bucal
Muitas pessoas acreditam que ver um pouco de sangue na pia ao escovar os dentes é comum, mas o sangramento gengival é um sinal que tem alguma coisa que não está certo na gengiva. É fundamental entender que, quando a pessoa faz a higiene bucal, o normal é a gengiva não sangrar.
O Problema do Sangramento
Infelizmente, nós temos um índice alto de pessoas que tem problema de sangramento na gengiva quando vai fazer a higiene bucal. Isso é notado principalmente quando usa a fita ou o fio dental.
É preciso deixar claro: não é normal. Se a gengiva sangrar, esse sangramento significa que a gengiva está doente. O nome dessa doença inicial é gengivite.
A Evolução da Doença: De Gengivite a Periodontite
Ignorar o sangramento pode trazer consequências severas para o seu sorriso. Veja como o quadro pode se agravar:
• Se a gengivite não for tratada adequadamente, a tendência é evoluir para um estágio chamado periodontite.
• A periodontite é o estágio mais avançado da doença.
• Essa fase ocorre quando a doença chega no osso e vai destruir o osso.
• Como consequência da destruição, o paciente vai estar perdendo osso e vai apresentar mobilidade dentária.
• Essa mobilidade é tão grave que muitas vezes chega a perder o dente.
Fique Alerta Aos Sinais Diários
Além do momento da higiene, a alimentação também pode ser um termômetro. Existem alguns alimentos que são mais duros, como por exemplo amêndoas e a castanha-do-pará, que costumam machucar a gengiva com uma certa facilidade. No entanto, se em toda alimentação que a pessoa começa a fazer a gengiva começa a sangrar, a pessoa tem que ficar alerta.
Como Tratar e Parar o Sangramento?
Se você notou esses sinais, não espere a situação se agravar. O paciente deve procurar um cirurgião-dentista que seja especialista em periodontia. Este é o profissional capacitado que trata da parte de doenças da gengiva e doença do osso.
No consultório, o tratamento seguirá etapas seguras:
• O especialista vai fazer um diagnóstico preciso da sua situação.
• Com base nisso, ele vai fazer um planejamento do tratamento.
• A boa notícia é que, uma vez tratado, vai cessar o sangramento gengival.
Não deixe sua saúde bucal para depois. Agende uma avaliação e garanta que o seu sorriso esteja sempre forte e saudável!

Cuidados Odontológicos para Gestantes: Um Guia para um Pré-Natal Completo

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A gravidez é um período de intensas transformações na vida da mulher. Em meio a tantas consultas médicas, exames e preparativos para a chegada do bebê, a saúde bucal muitas vezes é deixada de lado. No entanto, o Pré-Natal Odontológico é um componente essencial para a saúde da mãe e o desenvolvimento saudável do filho.
Muitas futuras mamães têm dúvidas se é seguro ir ao dentista durante a gestação. Neste artigo, vamos desmistificar essa questão e mostrar por que esses cuidados são tão importantes.

Por que os Cuidados Odontológicos São Cruciais na Gravidez?
Mudanças hormonais, físicas e de comportamento durante a gravidez podem criar condições desfavoráveis na boca da gestante, aumentando o risco de certos problemas. Cuidar da saúde bucal da mãe tem relação direta com a saúde bucal do bebê, por isso trabalhar a promoção da saúde junto às gestantes é de vital importância.
Principais Alterações que Afetam a Saúde Bucal:
• Alterações Gengivais e Periodontais: As mudanças hormonais e imunológicas trazem repercussões importantes na gengiva. O aumento da progesterona e estrogênio pode tornar a gengiva mais suscetível a inflamações, conhecida como “gengivite gravídica”, caracterizada por sangramento, vermelhidão e inchaço. Se não tratada, pode evoluir para a periodontite, um problema mais grave que afeta os tecidos de suporte dos dentes.
• Aumento no Risco de Cárie: As mudanças na composição salivar levam as chances das gestantes terem maior risco de cárie. Além disso, enjoos matinais seguidos de vômito ou refluxo ácido podem corroer o esmalte dos dentes e aumentar o risco de cáries se a higiene não for restabelecida de forma adequada.
• Mudanças na Dieta: Algumas gestantes podem ter desejos por alimentos açucarados ou ricos em carboidratos, o que, somado à alterações na frequência das refeições, pode favorecer o acúmulo de placa bacteriana.

Mitos e Verdades sobre o Tratamento Odontológico para Gestantes
Existem muitos mitos que impedem as gestantes de buscar o atendimento necessário. É fundamental esclarecer que não se deve negligenciar nenhuma necessidade de atendimento odontológico da gestante por medo de colocar em risco a sua saúde ou a do bebê.
• MITO: “Gestantes não podem fazer nenhum procedimento odontológico.”
• VERDADE: A gestante pode fazer qualquer procedimento odontológico. O tratamento não causa nenhum problema para a mãe nem para o seu bebê. Pelo contrário, contribui para o bebê nascer mais saudável, além de evitar infecções durante a gravidez.
• MITO: “Radiografias são proibidas na gravidez.”
• VERDADE: A gestante pode fazer radiografias se for estritamente necessário. Além da exposição e quantidade de radiação serem muito baixas durante um exame odontológico, é utilizado um avental de chumbo que protege a mãe e o bebê.
• FATO: O segundo trimestre é o melhor momento para as gestantes realizarem o tratamento odontológico, pois já diminuíram os enjoos e a posição na cadeira não gera tanto incômodo.

Cuidados Essenciais: Guia Prático para a Futura Mamãe
Para manter o sorriso em dia e garantir uma gestação tranquila, siga estas recomendações essenciais:
1. Mantenha uma Higienização Adequada: Adote um hábito diário de cuidados com sua saúde bucal, mantendo o uso do fio dental e a escovação correta. Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia e não esqueça a limpeza interdental.
2. Escolha Alimentos Saudáveis: É importante manter uma alimentação rica em alimentos in natura, que irão fornecer os nutrientes essenciais e, ao mesmo tempo, ajudarão a proteger seus dentes. Reduza o consumo de doces e carboidratos.
3. Faça Assepsia Após Vômitos: Se você sofrer com enjoos e vômitos, especialmente nos primeiros meses, é natural ter essa condição. No entanto, o ácido estomacal pode danificar o esmalte. Em vez de escovar os dentes imediatamente, bocheche com água ou uma solução de bicarbonato de sódio para neutralizar o ácido e aguarde cerca de 30 minutos antes de escovar.
4. Avise ao Dentista Sobre a Gravidez: É importantíssimo que o profissional seja informado da gestação, bem como do tempo em que se encontra, para que o atendimento seja adequado e personalizado.

O Dr. Eurides Está Aqui para Você e Seu Bebê
Cuidar de você é o primeiro passo para cuidar do seu filho. No consultório do Dr. Eurides, oferecemos um atendimento humanizado e integral, focado na prevenção e na educação. Nosso objetivo é garantir que você passe por este momento tão especial com a certeza de que sua saúde bucal está em boas mãos.
Uma gestante e mãe bem informada e motivada para cuidar de sua saúde bucal favorecerá a adoção de comportamentos e hábitos de higiene bucal saudáveis, prevenindo doenças tanto maternas como em seu bebê.
Não espere! Agende sua consulta de Pré-Natal Odontológico com o Dr. Eurides e venha garantir o sorriso mais importante da sua vida.